Oil Group US will construct refinery in Porto do Açu, Brazil

Valor Econômico cover - 26/05/2020

Oil Group USA through its subsidiary in Brazil Oil Group Investments in Refineries has signed an agreement with Porto do Açu Operations to install a refinery there with an initial production capacity of 20 thousand barrels per day of light derivatives. The investment planned for the unit, which should start operating in 2024 at Açu, in São João da Barra (RJ), is US $ 300 million.

A Oil Goup Investimentos em Refinarias assinou com a Porto do Açu Operações acordo para instalação de refinaria com capacidade inicial de produção de 20 mil barris diários de derivados claros. O investimento previsto para a unidade, que deverá começar a funcionar em 2024 no Açu, em São João da Barra (RJ), é de US$ 300 milhões.

As conversas entre as companhias duraram mais de dois anos e o acordo selado agora prevê a construção de uma unidade modular para a produção de gasolina, óleo diesel e óleo combustível e que poderá ser expandida para 50 mil barris diários de capacidade.

Será a primeira refinaria no Açu e também a primeira de um projeto da Oil Group que prevê a instalação no país de três outras refinarias modulares, com capacidade entre 20 e 50 mil barris por dia, e duas mini-refinarias entre 2 mil e 5 mil barris/dia. A empresa americana tem capital fechado e é controlada por investidores dos EUA.

“Temos hoje terminal de exportação de petróleo com tancagem e oleodutos previstos no projeto. Temos facilidade para escoamento desse refino e temos energia, que vem do hub do gás e energia para termelétricas. Temos terreno, conexões logísticas, tudo para colocarem o projeto (da refinaria) de pé”, diz Antonio Primo, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Porto do Açu Operações.

O diretor de Downstream da Oil Group, Luiz Otávio Massa, ressalta que no Açu existem todas as condições para que a empresa possa implementar o projeto. “Estar próximo a área portuária é importante para receber o petróleo e escoar a produção de maneira apropriada”, afirma, acrescentando que a região do Norte Fluminense “não teria dificuldade em receber nossos produtos”. “Nosso nicho de mercado ali é muito importante. Como resposta a risco, é muito importante estar na área portuária”, frisa.

O executivo da Oil Group lembra que inicialmente a ideia da companhia era construir refinarias de forma a consumir o petróleo que a empresa vai produzir nos seus ativos onshore, no Recôncavo e em Sergipe. Mas, ao definir o projeto, a companhia concluiu que as unidades de refino “ficariam em pé” mesmo com óleo de terceiros. Além disso, Massa afirma que os projetos seriam bem-sucedidos mesmo sem o movimento da Petrobras de vender parte de seus ativos de downstream.

Segundo ele, esse movimento da estatal deverá contribuir para que o refino no país passe a ser mais “local”, com as unidades vendendo seus produtos para as regiões próximas. “O ganho estratégico está na logística, estarem próximas ao produtor e aos mercados. O Brasil e muito grande e a gente deve ver esse modelo de refinarias modulares, de mini-refinarias, crescendo daqui para frente”, diz Massa, lembrando que a Oil Group está em contato com “mais de cinco” possíveis fornecedoras de óleo. A expectativa é trabalhar com um produto de médio API, entre 23⁰ e 30⁰ e baixo teor de enxofre.

Primo lembrou que no ano passado o terminal de petróleo do Açu exportou mais de 70 milhões de barris, quase todo o volume vindo do pré-sal, sendo responsável por cerca de 25% das exportações de óleo cru do país.

“O volume de exportação brasileira pré-crise (da covid-19) tende a aumentar com o crescimento da produção. O terminal de petróleo tem como parte do seu projeto a tancagem e é aí que entra o fornecimento do insumo da Oil Group”, diz Primo.